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02/02/2010 - Noticia M CASA DE DEUS



SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, fechou outubro com variação positiva de 0,05%, mostrou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em nota divulgada nesta quinta-feira. Agentes financeiros consultados no último Boletim Focus, do Banco Central (BC), previam inflação de 0,21% no período. A leitura ficou bem abaixo daquela apurada em setembro, de 0,42% de avanço.



Tanto o comportamento dos preços no atacado como no varejo ajudou na suavização
do ritmo de alta do IGP-M entre setembro e outubro. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, caiu para 0,04% agora, ante o 0,53% do nono mês de 2009. Os produtos agropecuários diminuíram 0,92% e os produtos industriais aumentaram 0,35%.



Dentre os estágios componentes do IPA, as Matérias-Primas Brutas ficaram no terreno negativo, com queda de 0,16%. Em setembro, o recuo foi mais acentuado, de 0,73%. Os Bens Intermediários avançaram 0,12% em outubro e os Bens Finais, 0,07%, após alta de 0,78% e 1,11%, nesta ordem, no mês antecedente.



Seguindo um acréscimo de 0,28% em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, marcou agora 0,03% de elevação. O grupo Alimentação influenciou nessa desaceleração ao registrar baixa de 1,08% em outubro, uma inversão da direção tomada um mês antes, de 0,57% de aumento.



A deflação nos alimentos foi consequência da queda nos preços das hortaliças e legumes e das frutas, informou a FGV no comunicado. Despesas Diversas também viram alta mais modesta, de 0,33%, após ampliação de 0,50% em setembro.



Na contramão, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do indicador geral, passou de um acréscimo de 0,07% em setembro para 0,13% no mês seguinte. Os materiais, equipamentos e serviços avançaram 0,19% e o grupo mão de obra cresceu 0,06%.



O IGP-M, usado na correção de tarifas de energia e de boa parte dos aluguéis, ainda tem baixa no acumulado do ano, de 1,57%. Em 12 meses, há redução de 1,31%.

 



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