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Boa noite,  hoje é domingo, 5 de setembro de 2010.

 

11/11 - PMEs francesas de olho no Brasil


Por Thiago Borges


Por mais de meio século, os franceses marcaram presença no mercado brasileiro com grandes grupos empresariais. Carrefour, Arcelor, Saint-Gobain, Renault, Accor, entre outras 450 companhias empregam mais de 420 mil pessoas no País. Agora, chegou a vez das pequenas e médias empresas da terra de Victor Hugo se voltarem para cá. A razão: o destaque recebido pelo Brasil na economia global.

“Os empresários franceses não param de investir no Brasil pela confiança que têm no País”, ressaltou Louis Bazire, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB) nesta terça-feira (10/11).

“Antes, eles [pequenos e médios empresários franceses] achavam que o Brasil era só futebol, praia e carnaval e que o único país emergente importante era a China”, apontou, com exclusividade ao B2B On-line, Christophe Lecourtier, diretor geral da Ubifrance - agência do governo francês de apoio internacional às empresas locais. “O objetivo é fazer com que nossas pequenas e médias empresas conheçam esse ‘novo milagre’ [econômico] brasileiro”, ressaltou.

Para isso, acontecem nesta semana em São Paulo os “Encontros da Inovação” – organizado pela Ubifrance, Missões Econômicas da Embaixada da França e CCFB. O evento faz parte das comemorações de encerramento do segmento econômico do Ano da França no Brasil.

Participam do evento cerca de 60 empresas francesas e mais de 800 brasileiras, porém há dois anos existe um trabalho de trazer companhias de lá para cá. Apenas em 2009, foram mais de mil encontros feitos entre empresários dos dois países. Não à toa. O Brasil é o principal parceiro econômico da França na América Latina e o comércio bilateral cresceu 12,8% no ano passado e chegou a 7,4 bilhões de euros.

Lacourtier diz que, a partir de 2000, o Brasil assumiu novas dimensões com a abertura à modernização industrial e a ascensão de um novo mercado consumidor. É aí que a França tem a ganhar, segundo ele, com o desenvolvimento de soluções tecnológicas e fornecimento de produtos de origem européia – além de aproveitar eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada no Rio de Janeiro para oferecer serviços em áreas como transporte público, meio ambiente e urbanização.

Alguns resultados já são observados. Desde o início dos encontros, em 2007, uma a cada três empresas francesas fecharam negócios no Brasil. Na Índia ou na China, a média é de uma a cada seis. Além do fator econômico, pesa também a proximidade cultural entre os dois países. “Os franceses consideram o Brasil muito acima dos outros membros dos BRIC”, salientou Lecourtier.

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